sábado, 24 de dezembro de 2011
Sem vergonha
Mesmo vivendo o Natal com algum despreso, tenho sempre uma esperança. Uma esperança que morre quando as horas passam e nem sinal de ti. Quando chegas, os mesmos olhares, os mesmos rostos desiludidos, os mesmos gritos se fazem ouvir, e sobretudo sentir. Passe o tempo que passar, há algo que nunca passa nem passará, a mágoa. A mágoa pernanece em todos os momentos da minha vida, a mágoa que durante todo o ano tento esconder, tento que adormeça, a mágoa que tu fazes questão de acordar nesta época em especial e me fazes ter os piores pensamentos, os piores sentimentos por ti. Eu não quero, mas és tu que me obrigas, és tu! Às vezes penso em ti, e na razão porque tudo isto acontece, mas não chego a nenhuma conclusão. Se sentisses metade da mágoa que sinto, de certo que jamais farias o que fazes todos os anos, jamais pensarias em trocar a família pelos amigos e pelas cervejas. Dói, dói muito! Mas eu sou de ferro, eu tenho que ser de ferro, tenho que conseguir manter a postura e o sorriso, por mais falso que seja. Faço-o não só por mim, faço-o por eles, sobretudo por eles. Com tudo isto, para o ano, viverei o Natal com menos uma boa dose de esperança e, para compensar, uma boa dose de receio. Receio de ti, sim, porque tudo depende de ti, tudo! Está tudo nas tuas mãos. A única coisa que me deixa feliz e me faz continuar a acreditar, é ela. A força dela, a coragem dela, o sorriso dela. Por mais defeitos que tenha, é nestes momentos que se vê a GRANDE MULHER QUE É.
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