Quero tudo, quero tudo o que sempre idealizei, quero tudo com que sempre sonhei, e ainda sonho. Talvez queira tudo a que tenha direito, tudo o que mereço. Dou por mim a pensar no imaginável. A fazer planos, planos e mais planos para o meu futuro, o que quero e não quero fazer e até mesmo ser, todos os dias da minha vida. Se calhar não os deveria fazer. Talvez pense de mais. A toda a hora me pergunto a mim mesma o porquê disto tudo, o porquê de não conseguir parar de especular sobre o que serei ou o que farei daqui a uns anos. Quem sabe se amanhã estarei viva? Ninguém! Outra coisa que me faz bastante confusão é: se os planos são meus, se sou eu que os planeio até ao mais meticuloso pormenor, se são sonhos meus, porque é que à sempre um outro alguém que entra neles? Há sempre aquela pessoa que surge em qualquer passo que eu dê, sempre. E aí os planos deixam de ser meus, e passam a ser nossos. Os nossos planos. Não soa tão bem? Não sabe tão bem acordar e ter para quem viver? Sabe mesmo. Mas um dia acordo, e percebo que tudo não passa de planos, meros planos, meros sonhos. E daí vem a tão verdadeira frase: "Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas ... O tempo passa ... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torna-los reais!" simplesmente isso.
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